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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Afinal, de quem é a articulação?

Vera Magalhães

A troca de cadeiras na Casa Civil levantou a dúvida a respeito de se a pasta voltaria a cuidar da articulação política do governo com a entrada do general Walter Braga Neto. Outro general, Luiz Ramos, titular da Secretaria de Governo, esclarece que não. Continua com ele a missão de ser o negociador com o Congresso.

Foto: Marcos Corrêa/PR

O general Ramos concedeu entrevista ao Globo em que não apenas diz que manterá a função como afirma que as mudanças no ministério de Jair Bolsonaro acabaram. Será?

Aliados do presidente no Congresso ainda avaliam que, caso arrefeça a pressão “de fora” pela saída de Abraham Weintraub, o presidente ainda pode ser convencido por seus conselheiros próximos a promover uma mudança no Ministério da Educação que tire a pasta do noticiário negativo. Mas lembram que a cada vez que ele apanha da esquerda ou da imprensa, se fortalece aos olhos do chefe.

Caso o general Ramos mantenha, mesmo, a articulação política, existe uma dúvida quanto ao papel da Casa Civil sob comando militar. Auxiliares do presidente lembram ao BR Político a experiência do general Braga na intervenção na segurança do Rio para dizer que seu papel será justamente o de organizar as áreas do governo e cobrar performance dos ministros, papel que Onyx Lorenzoni não vinha desempenhando.

Também avaliam que ele será a interface com a área econômica do governo, que enfrentava embates com a dupla Onyx-Jorge Oliveira, da Secretaria Geral. Caberá a ele encaminhar dentro do palácio as propostas que vêm de outras áreas para que não fiquem engavetadas no Planalto.

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