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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Agronegócio prepara ação para ampliar influência no Senado

Marcelo de Moraes

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Apesar da grande força política, líderes da bancada do agronegócio avaliam que precisam ampliar sua influência no Senado para conseguir aprovar as propostas de interesse do setor. O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), Alceu Moreira (MDB-RS), disse ao BRPolítico que a avaliação é que o Senado é uma Casa com interesses mais “urbanos”. Por isso, a ideia é iniciar uma ação política para aumentar o peso da bancada entre os senadores.

Alceu lembra que um processo parecido foi feito na Câmara dos Deputados para destravar a pauta do agronegócio. Nesse caso, a estratégia foi diferente. O parlamentar lembra que os projetos da bancada ruralista começaram a ganhar velocidade na tramitação depois de ser feito um trabalho semelhante junto ao colégio de líderes da Casa.

“O rito da Câmara dos deputados não é o mesmo rito da FPA. A Frente é multipartidária e tem voto no agronegócio. A Câmara não. A Câmara funciona pelos seus líderes. Então, o que a gente resolveu? A gente resolveu fazer política. Fomos buscar o apoio dos líderes. Nós chegamos com as causas e conquistamos os líderes”, lembra Alceu.

A ideia, segundo o deputado, é repetir o movimento com os senadores. “Uma das primeiras reuniões que vão acontecer em fevereiro será com os senadores na sala do presidente Davi Alcolumbre. Para colocarmos as pautas do agro. Porque o Senado não é contra o agronegócio. Mas o Senado é urbano. E tem voto majoritário. E aí a nossa pauta fica para depois. Precisamos colocar essa pauta na mesa deles para que compreendam o que está acontecendo. Se conseguirmos fazer essa organização política na Câmara e no Senado, os temas do agronegócio vão chegar com muito mais força e, certamente, votaremos, no final de março, todas as pautas do setor que já estão prontas para serem votadas”, diz.

Para o deputado, a ação pode garantir excelente resultado para o desenvolvimento do setor. “Isso cria um processo de desobstrução enorme do agronegócio brasileiro. Nós descobrimos isso no final. Era muito voluntarismo, a gente fazia discurso para nós mesmos. Mas quando chegava a hora da decisão, não era assim. Não conseguia entregar o resultado. Tinha muita mobilização e pouca entrega”, lembra.

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