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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

AGU pede agora ao STF para enviar apenas trecho de vídeo

Equipe BR Político

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A Advocacia-Geral da União recuou da ideia de ontem de não entregar o vídeo que serviria de prova das acusações do ex-ministro Sérgio Moro de que o presidente Jair Bolsonaro tentou interferir politicamente na Polícia Federal. Agora, a AGU pede autorização ao STF para que seja enviado “apenas e tão somente eventuais elementos que sejam objeto do presente inquérito”, em relação à investigação relatada pelo ministro Celso de Mello sobre o assunto na Corte. A gravação é de uma reunião ministerial realizada no dia 22 de abril em que, segundo Moro, fica explícita essa interferência política.

AGU recuou da ideia de não entregar o vídeo de reunião que serviria de prova das acusações de que o presidente Jair Bolsonaro tentou interferir politicamente na PF

AGU recuou da ideia de não entregar o vídeo de reunião que serviria de prova das acusações de que o presidente Jair Bolsonaro tentou interferir politicamente na PF Foto: Marcos Corrêa/Planalto

Um dos motivos do recuo é que o vídeo conteria o registro de um desentendimento entre os ministros da Economia, Paulo Guedes, e do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, sobre os gastos públicos para incentivar a retomada da economia nesta pandemia do novo coronavírus. Na contenda, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, teria feito críticas ao ministro do STF. Quem não gostou da nova posição da AGU é Moro, que pressiona para que o vídeo seja entregue na íntegra, segundo informa a CNN Brasil.