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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

AGU pergunta ao STF quem terá acesso a vídeo

Equipe BR Político

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A Advocacia-Geral da União sabe dos riscos legais de possível descumprimento das ordens do ministro Celso de Mello, do STF, para que o governo entregue a gravação da reunião ministerial com supostas cobranças do presidente Jair Bolsonaro para trocar comandos da PF, mas estica a corda até onde pode. Hoje, enviou novamente um pedido ao decano da Corte, o terceiro já, para que informe quem terá acesso ao material. Os dois anteriores foram para que o ministro reconsiderasse a exigência porque o vídeo conteria “assuntos potencialmente sensíveis e reservados de Estado” e, o outro, rogando, para que a AGU pudesse enviar o vídeo editado à Corte, contra o qual se posicionou o ex-ministro Sérgio Moro.

O presidente Jair Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro Foto: Isac Nóbrega/PR

O material será analisado em inquérito que apura se o chefe do Planalto interferiu politicamente na PF, segundo acusou Moro no dia em que pediu demissão do governo. Todo a novela discrepa com o que Bolsonaro prometera lá atrás de livre e espontânea vontade. “So falta legendar”, disse semanas atrás sobre divulgação do vídeo. Conforme divulgado hoje pelos principais jornais, há de “um tudo” na gravação: palavrões, ameaças a subordinados, discussões com ministros, conselhos do general Heleno a Bolsonaro, críticas ao Congresso e por aí vai.

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