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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Ajustes finais no discurso de Bolsonaro

Cassia Miranda

Na próxima semana, os olhos do País – e do mundo – estarão voltados para a Assembleia-Geral da ONU. É lá que, no dia 24, o presidente Jair Bolsonaro fará o seu discurso mais importante do ano, durante a abertura do encontro, em Nova York.

Se no Fórum Econômico Mundial, em Davos, Bolsonaro fez sua estreia estrangeira falando sobre o “novo Brasil”, na ONU, a missão, agora, será de tentar fazer as pazes com os desafetos conquistados fora do País. De acordo com o porta-voz da Presidência, Otávio Rêgo Barros, o presidente fará um discurso “de coração” e uma defesa do Brasil nas questões envolvendo o meio ambiente.

Apesar dos esforços em vender o momento como “conciliatório”, é sabido que o perfil “paz e amor” não combina com Bolsonaro. De acordo com o Globo, a fala do presidente terá duras críticas ao regime de Nicolás Maduro, na Venezuela, e Cuba. A defesa da soberania do Brasil sobre a Amazônia, em uma resposta ao presidente francês, Emmanuel Macron, também deverá constar do texto, que está em fase de final de confecção por “pessoas de confiança” do presidente.

Na plateia da assembleia, o governo brasileiro terá uma cara nova. Isso porque, na quarta-feira, 19, o Senado aprovou a troca do embaixador do Brasil nas Nações Unidas. Ronaldo Costa Filho vai substituir o diplomata Mauro Vieira, que foi chanceler no governo Dilma entre 2015 e 2016. A relação do ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, com o diplomata Mauro Vieira era considerada ruim.