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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Alcolumbre: ‘Não vou apagar o fogo com gasolina’

Vera Magalhães

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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), disse  na reunião de líderes realizada no início desta tarde de terça-feira que esteve ontem com Jair Bolsonaro e que “o presidente defendeu a democracia e as instituições”.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Na reunião, realizada remotamente, Alcolumbre fez um relato contemporizador, depois da participação de Bolsonaro em ato que pregou o fechamento do Congresso e acabou em agressões a profissionais de imprensa. Disse que esteve com o presidente por mais de uma hora na segunda-feira, juntamente com o governador Ronaldo Caiado (DEM-GO), e que o presidente “compreende” o papel dos demais Poderes.

Diante de cobranças para que ele repudiasse os gestos e as palavras de Bolsonaro, Alcolumbre respondeu: “Passamos o dia todo ontem querendo serenar os ânimos, eu não vou apagar fogo com gasolina”.

Curiosamente, o comportamento de Alcolumbre foi louvado pelo líder do PT na Casa, Rogério Carvalho (SE), que ressaltou o papel de “estadista” do presidente do Senado. “O senhor é grande líder que a nação precisa neste momento. Me orgulho de ser seu colega de parlamento”, afirmou.

Alcolumbre negou que esteja em rota de colisão com Rodrigo Maia (DEM), presidente da Câmara.

Diante de cobranças de senadores para que nas sessões remotas do Senado só vote medidas ligadas ao combate à pandemia do novo coronavírus, de novo o presidente da Casa foi complacente: disse que a resolução que abriu a possibilidade de votações online não limitou o teor das medidas. Com isso, a medida provisória 910, que a oposição denuncia por ser uma forma de “legalizar a grilagem” no País, deve ser votada à distância.

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