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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Lula com a ‘palavra final’ na Lava Jato

Equipe BR Político

Ainda que o julgamento sobre a manutenção de sentenças na Lava Jato não tenha sido concluído na quarta-feira, 25, pelo STF – ele será retomado nesta quinta -, o juiz Luiz Antônio Bonat, da 13.ª Vara Federal, em Curitiba, acolheu decisão do relator da Lava Jato no Supremo, Edson Fachin, dada após anulação da condenação do ex-presidente da Petrobrás Aldemir Bendine, que determinou a abertura de novos prazos para as defesas se manifestarem, antes do julgamento, em ordem sucessiva: primeiro os réus delatores e os réus não-delatores.

O ex-presidente Lula

O ex-presidente Lula. Foto: Dida Sampaio / Estadão

Assim, a defesa do ex-presidente Lula terá direito de apresentar novas alegações finais no processo em que ele é acusado de receber R$ 12 milhões em propinas da Odebrecht, na compra de um terreno em São Paulo para ser a sede do Instituto Lula. O petista é réu nesse processo da Operação Lava Jato, em Curitiba.

A decisão sobre a ordem das considerações finais de delatores e delatados pode causar reviravolta na operação, afetando dezenas de sentenças proferidas no âmbito da operação.

“Com a juntada dos pareceres técnicos, retornem os autos à conclusão, para determinações quanto à intimação para apresentação de alegações finais sucessivas, na forma da decisão do Eminente Ministro Edson Fachin”, escreveu Bonat, em decisão do dia 17, segundo o Blog do Fausto.