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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Aliados a favor de diálogo de Lula com o centro

Equipe BR Político

É certo de que, com o ex-presidente Lula em liberdade, haverá um rearranjo político e interpartidário no País. E muito do novo organograma será organizado pelo próprio petista, que apesar de ter passado 580 dias preso, ainda detém um importante capital político.

Em um esforço para fortalecer a oposição ao governo de Jair Bolsonaro, há a possibilidade de aliados de Lula o aconselharem a procurar caciques de partidos de centro que não se identificaram com o bolsonarismo. Nomes do MDB, do PP e do PL estão na lista. MDB e PL são duas das siglas que votaram majoritariamente pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

Para os aliados que são favoráveis a essa reaproximação, o petista precisa se “concentrar na política”. A avaliação é de que Lula deveria buscar “um a um” todos os caciques partidários que “não têm laços orgânicos com o mercado financeiro”.

Deputados e senadores mais próximos a investidores seriam os mais reticentes a abrir conversas com o PT, segundo os aliados de Lula. Fora esse grupo, o caminho para reabilitar as pontes com o centro estaria favorável, segundo o Painel da Folha. No sábado, 9, Lula afirmou que dará uma declaração mais bem embasada do que fará futuramente, menos inflamada que aquela feita para a militância um dia após sair da prisão, no final de novembro.