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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Aliados e oposição reagem à citação a Bolsonaro no caso Marielle

Equipe BR Político

Aliados e oposição se manifestaram nesta quarta, 30, no Twitter sobre a citação do presidente Jair Bolsonaro no caso do assassinato da vereadora Marielle Franco revelada pelo Jornal Nacional. Um dos primeiros a reagir foi o deputado federal Marcelo Freixo (PSOL-RJ), que afirma ter solicitado uma audiência com o presidente do STF, ministro Dias Toffoli, para tratar do caso. “Queremos que o Supremo autorize a investigação sobre a menção ao presidente”, escreveu. Mais tarde, no entanto, o presidente do PSOL, Juliano Medeiros, defendeu que o inquérito permaneça no Ministério Público no Rio de Janeiro.

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) afirmou que as denúncias são “gravíssimas” e, nesta quarta-feira, 30, irá propor a criação de uma comissão especial para acompanhar as investigações.

Já o secretário de comunicação da Presidência, Fabio Wajngarten, desdenhou do depoimento. “Eu to ligando para o porteiro da Barra da Tijuca para saber se ele sabe como se deram as negociações dos direitos do Futebol, da Copa, das Olimpíadas e do paradeiro do Marcelo Campos Pinto”, ironizou.

Os ministros General Heleno (GSI), Luiz Ramos (Secretaria de Governo), Damares Alves (Mulher, da Família e dos Direitos Humanos) e Abraham Weintraub (Educação) também saíram em defesa do presidente. Para Luiz Ramos, a matéria do JN é “claramente tendenciosa” e “envergonha a história” do jornal. O general Heleno falou em “sensacionalismo” e acusou o jornal de tentar desestabilizar o País. “Com tristeza e ainda em lágrimas perguntou o que doeu mais em meu Presidente: a facada de Adélio ou a punhalada da Globo?”, questionou Damares. “Essa ‘matéria’ da Globo/Marinho vai para a coleção de absurdos”, afirmou Weintraub.

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) também defendeu o pai. “Se a Globo tivesse um jornalismo investigativo sério não faria ilações, conjecturas que jamais se realizariam. Eles teriam olhado o twitter do JB (Jair Bolsonaro) no dia 14/MAR/18. Ou consultado o registro de presença na Câmara. Não dá p crer que a Globo busca a verdade”. Como você viu aqui no BRP, a reportagem do JN informou que Bolsonaro (na época, deputado) estava na Câmara, em Brasília, no dia mencionado pelo porteiro.

Quem não se manifestou até agora foi o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro. Segundo o presidente, Moro foi “acionado” para fazer com que a Polícia Federal colha um novo depoimento do porteiro.