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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Aliados veem precipitação de Mandetta

Vera Magalhães

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Aliados do ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta estranham a “precipitação” com que ele se lançou pré-candidato a presidente em 2022.

Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta

Ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Na avaliação de colegas do DEM e interlocutores de outras áreas e partidos, é muito cedo para qualquer um que tenha um projeto concreto de enfrentar Jair Bolsonaro na sucessão ventilar isso abertamente.

Isso porque existe uma costura a ser feita entre nomes e siglas de centro — com suas extensões de centro-direita e centro-esquerda — até se construir uma alternativa robusta e viável. A antecipação de uma possível chapa com Sérgio Moro também não agrada apoiadores do ex-ministro da Justiça, que temem que a dupla se queime ao passar a impressão de querer uma “revanche” pelo fato de ter sido escanteada pelo presidente.

No mundo político, a avaliação é que é um erro os potenciais adversários de Bolsonaro caírem na armadilha do presidente de antecipar a disputa eleitoral, porque isso criar uma cortina de fumaça atrás da qual o presidente poderia se dedicar àquilo que mais gosta e esconder as falhas de seu governo em áreas como saúde, educação, meio ambiente e as relações institucionais com os demais Poderes, além de escândalos como o caso Queiroz.