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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Aloysio: Retórica do ‘golpe’ perdura lá fora

Equipe BR Político

Na linha de frente do Itamaraty no momento em que a institucionalidade do Brasil era questionada lá fora por forças contrárias ao impeachment de Dilma Rousseff, o chanceler Aloysio Nunes demonstrou que essa retórica pesou em sua gestão. “Isso perdura até hoje”, disse o ministro ao Estadão.

Na entrevista, o tucano elogiou as conquistas obtidas até agora pelo Brasil com o Mercosul; reafirmou sua defesa para que o Brasil faça parte do acordo de migrações da ONU, acrescentando que a equipe do futuro governo não foi nada “cordial” com ele ao ter anunciado a desassociação do País ao pacto no mesmo dia em que o Brasil assinou o documento; elogiou a Unasul, apesar da “articulação inspirada por um certo antiamericanismo ginasiano”; alertou sobre o vespeiro diplomático a ser formado caso o Brasil transfira sua embaixada para Jerusalém “porque não somos um País poderoso a ponto de chutar o balde”; e, numa conversa com Henry Kissinger, chegou à conclusão de que é melhor mesmo, como também já disse Fernando Henrique Cardoso, que o Brasil não tome lado na atual guerra comercial entre EUA e China.

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