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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Alternativas conservadoras para 2022

Marcelo de Moraes

Com o governador do Rio, Wilson Witzel (PSC), colocando seu bloco na rua na corrida pela sucessão de Jair Bolsonaro, em 2022, as pré-candidaturas com viés conservador vão se ampliando e embaralhando o jogo nesse campo. Mesmo sem declarar explicitamente a disposição de concorrer ao Planalto, como fez Witzel, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), também está de olho nessa disputa. Além deles, é possível prever o lançamento de um candidato do Novo – talvez João Amoêdo outra vez. E sempre podem surgir nomes com características liberais, como Rodrigo Maia, Luciano Huck ou Henrique Meirelles. A ala militar também tem um nome que ganhou muito terreno e popularidade: o vice-presidente general Hamilton Mourão, que pertence ao PRTB.

Mas a grande dúvida nesse campo é saber qual será a posição de Jair Bolsonaro em 2022. Obviamente, existe chão demais para se percorrer até essa campanha. Mas é impossível se esquecer que logo depois da eleição presidencial de 2014, Bolsonaro, reeleito deputado federal, avisou que disputaria o Planalto em 2018. Embora insista que não quer concorrer à reeleição, Bolsonaro vai decidir seu futuro conforme seu governo estiver sendo avaliado. Se estiver forte, será quase impossível não concorrer a um segundo mandato e, nesse caso, todos os outros nomes conservadores terão uma tarefa ingrata para enfrentá-lo. Mas se sua popularidade estiver em baixa, a corrida pelo espólio do voto conservador poderá se tornar uma briga feroz. /Marcelo de Moraes

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