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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Álvaro Antônio mantém assessor que foi preso

Equipe BR Político

A prisão do assessor especial do Ministério do Turismo, Mateus Von Rondon, no último dia 27 de junho no âmbito da Operação Sufrágio Ostentação, não foi o suficiente para que o ministro Marcelo Álvaro Antônio o afastasse do cargo. Após a soltura, Von Rondon voltou a dar expediente normalmente no ministério. Ele é acusado de fornecer notas fiscais frias para desviar recursos do fundo eleitoral. A Operação Sufrágio Ostentação apura um esquema de candidatas-laranjas nas eleições de 2018 com o objetivo de acessar fundos eleitorais destinados exclusivamente a campanha de mulheres. À época, Álvaro Antônio presidia o PSL no Estado de Minas Gerais.

No ministério, o salário mensal de Von Ronson é de R$ 13.623,39. Ele continuou recebendo o valor durante os cinco dias em que ficou preso. De acordo com o Ministério do Turismo, a Consultoria Jurídica da pasta está realizando uma análise em precedentes do STF para avaliar e “cumprir o que determina a lei” sobre desconto de dias não trabalhados em casos de ausências justificadas por decisão judicial que impeça o trabalhador de exercer suas funções, informou o Estadão.