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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Amazonas prorroga isolamento e ignora decreto de Bolsonaro

Equipe BR Político

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Com mais de 14 mil casos de coronavírus confirmados no Estado e quase 1.100 mortes, o governo do Amazonas voltou atrás da decisão de flexibilizar a quarentena e decidiu, na noite de terça-feira, 12, prorrogar as medidas de distanciamento social no Estado até o dia 31 de maio. Com o número de casos aumentando, o governador Wilson Lima (PSC) seguiu a linha adotada pelo governador João Doria (PSDB-SP), que suspendeu o relaxamento e anunciou a prorrogação da quarentena.

O ministro da Saúde, Nelson Teich, com o governador do Amazonas, Wilson Miranda Lima

O ministro da Saúde, Nelson Teich, com o governador do Amazonas, Wilson Miranda Lima Foto: Erasmo Salomão/MS

O Amazonas também passou a adotar a obrigatoriedade do uso de máscara em espaços públicos e multas, de R$ 50 mil ao dia, para pessoas jurídicas que descumpram as novas regras. Assim como outros governadores, Lima também ignorou o decreto do presidente Jair Bolsonaro e manteve salões de beleza, barbearias e academias fora da lista de serviços essenciais.

“Percebemos que, nos últimos dias, houve queda nos casos e aí sobretudo usamos como parâmetro o número de enterros. Mas ainda é muito cedo para falar com a segurança necessária para que possamos fazer reabertura do comércio”, disse Lima. Ontem, o Amazonas registrou novo recorde de casos confirmados em 24h, com mais 1.249 pessoas infectadas. O Estado agora tem 14.168 registros e 1.098 óbitos.

O governador afirmou, ainda, que o Estado vai ampliar o trabalho de fiscalização para o cumprimento das medidas de isolamento por meio das forças estaduais de segurança pública. “Estamos pedindo apoio do prefeito de Manaus para que também haja ação mais efetiva sobretudo nas áreas com maior aglomeração de pessoas”, completou.