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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Amazônia tem maior desmatamento dos últimos cinco anos em junho

Equipe BR Político

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Apesar dos esforços do governo para passar uma imagem de compromisso com combate ao desmatamento na Amazônia, os números do monitoramento da situação jogam um balde de água fria no discurso do Planalto a investidores: junho teve a maior devastação da região para o mês dos últimos cinco anos. Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), foram 1.034,4 km² de floresta amazônica perdida, ou o equivalente à área da cidade de Belém (Pará), 10,65% a mais do que no mesmo mês em 2019.

Amazônia tem maior desmatamento dos últimos cinco anos em junho Foto: Tiago Queiroz/Estadão

O mês marca uma série de 14 meses consecutivos de alta no desmatamento da região, mesmo com a presença da ação militar liderada pelo vice-presidente Hamilton Mourão contra o desmatamento ilegal na Amazônia desde maio. Em oito deles, as taxas bateram os recordes do registro desde 2015. 

Na quinta-feira, 9, Mourão, que coordena o Conselho da Amazônia, participou de uma reunião de ministros com investidores estrangeiros para tentar melhorar a imagem do País no exterior, depois de cobranças e ameaças de retirada de investimento se não for reduzida a destruição da Amazônia. Em seu discurso, apesar de tentar passar uma imagem de compromisso, o vice tentou retirar qualquer responsabilidade do governo sobre o avanço do desmatamento e voltou a afirmar que as críticas internacionais sobre a derrubada da floresta no País refletem interesses comerciais e disputa geopolítica.

Ontem, o governo decidiu também prorrogar, pela segunda vez, a operação coordenada pelas Forças Armadas Verde Brasil 2, que agora irá até novembro. Nesta semana, foi divulgado que apenas 0,7% de seu orçamento havia sido liberado. Além da medida, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, prometeu entregar nesta sexta-feira, 10, um decreto proibindo queimadas legais na região amazônica por quatro meses.

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