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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Ambientalista lista vias por onde governo quer ‘passar a boiada’

Equipe BR Político

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O ambientalista Márcio Astrini, secretário-executivo do Observatório do Clima, listou, em entrevista ao jornal Extra Classe, outros projetos que ameaçam o aparato legal de preservação ambiental no Brasil, além do “PL da Grilagem”, nascido da extinta MP da Grilagem, que surge com ajustes não aceitos por ambientalistas, oposição e entidades da sociedade civil, mas com aval do presidente da Câmara, Rodrigo Maia:

  • a abertura da venda de terras para estrangeiros.
  • a possibilidade do cultivo da cana na Amazônia, porque é uma devoradora de terras, embora o setor ainda não tenha se mostrado muito disposto a investir lá.
  • as alterações no Código Florestal.
  • tentativa do governo de desfazer, ou pelo menos diminuir, as unidades de conservação federais, o ministro Ricardo Salles já fez esse anúncio, e uma guerra muito intensa contra direitos e territórios indígenas. Isso é declarado. O presidente tem os indígenas como alvo prioritário. A Instrução Normativa número 9, da Funai, permite que se tenha regularização fundiária em áreas indígenas que ainda não foram homologadas, mas que são reconhecidas como tal.
  • avanço da mineração industrial: no começo de março, logo depois de Bolsonaro protocolar o projeto de abertura de terras indígenas ao garimpo, o Brasil participou de um congresso de empresas mineradoras no Canadá onde tinha um evento chamado Brazilian Day. A mensagem foi para que as empresas acreditassem no governo porque a mineração seria liberada em terras indígenas, ou seja, para já considerarem nos seus investimentos futuros. Esse setor é, provavelmente, o que mais faz pressão para a abertura.

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