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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Ameaça de Janot pode perpetuar inquérito ‘supertrunfo’

Vera Magalhães

Rodrigo Janot forneceu uma justificativa palpável –a ameaça à vida de um ministro do STF, confessada por uma autoridade que entrou armada com intento assassino no prédio da corte e confessou isso– para a perpetuação do inquérito sigiloso aberto desde março por ordem do presidente Dias Toffoli e relatado por Alexandre de Moraes.

Entrevistei Toffoli nesta semana e ele deixou em aberto a validade do tal inquérito, cuja legalidade defendeu e que nesta sexta-feira foi usado para uma busca e apreensão na casa de Janot, para lhe cassar o porte de arma e para determinar que ele não se aproxime dos ministros do STF. O presidente afirmou que o inquérito vai vigorar enquanto houver ameaças aos ministros. Isso antes de Janot fazer sua confissão desvairada.

Neste sábado, bastidores publicados pelo Estadão mostram que o episódio reacendeu no STF a desconfiança de que ministros foram alvo de grampos ilegais na gestão de Janot à frente da PGR e que eles já falam em medidas adicionais para garantir a segurança de integrantes da Corte.