por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

‘Amigo de Bolsonaro’ é investigado por golpe em quilombo

Equipe BR Político

O presidente da Federação das Comunidades Quilombolas e Populações Tradicionais do Pará, Paulo Oliveira, conhecido como Paulo Quilombola, está sendo investigado pela PF e pela Polícia Civil de Minas Gerais por supostamente arrecadar dinheiro de maneira irregular em comunidades quilombolas mineiras, prometendo, em troca, que o governo faria construção de moradias populares às famílias. A mulher de Oliveira, Narha Oliveira Munduruku, também é suspeita de participar do esquema. Segundo o Globo, o casal supostamente utilizava fotos ao lado de membros do governo — incluindo o próprio presidente Jair Bolsonaro e a ministra da Mulher, Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, — como prova de que tinham autoridade para realizar as cobranças. Ambos teriam recolhido cerca de R$ 14 mil com o esquema.

Paulo Quilombola foi apontado por Bolsonaro como seu amigo pessoal na época das eleições de 2018, após o então deputado ter sido acusado de racismo por uma fala referente a uma comunidade quilombola. “O afrodescendente mais leve lá tinha sete arrobas”, disse em 2017. Bolsonaro justificou-se dizendo que Paulo era seu amigo, como forma de mostrar que não teria preconceito. Sobre as acusações, o casal nega que tenha prometido a construção de casas populares. Narha afirma que o dinheiro coletado das famílias foi usado para “xerox, digitalização e registro” de documentos em cartório para a própria comunidade.

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