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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Anistia Internacional cita retrocessos para os direitos humanos

Equipe BR Político

O ano de 2019 no Brasil foi marcado pelos retrocessos para os direitos humanos. É o que diz relatório “Direitos Humanos nas Américas: retrospectiva 2019”, da Anistia Internacional, que mapeou 24 países, e foi divulgado nesta quinta-feira, 27. “O governo federal e os governos estaduais adotaram medidas administrativas e legislativas que colocaram em prática a retórica abertamente contrária aos direitos humanos”, diz o texto do relatório referente ao País.

A organização internacional destaca que as autoridades dos países mapeados recorreram à violência no policiamento de manifestações e, em alguns casos, ao aumento da militarização das operações de ordem pública.

Como destaques do País, o documento lista a crise ambiental e de direitos humanos na Amazônia, o agravamento da violência policial, a impunidade para os envolvidos no assassinato da defensora de direitos humanos Marielle Franco, as violências contra ativistas e as tentativas de flexibilizar o acesso a armas para a população.

“2019 foi um ano de retrocessos. Os ataques aos direitos humanos no Brasil foram tão brutais, que parecíamos estar vivendo antes da Constituição Federal de 1988, que nos garante direitos fundamentais. A retórica de linha dura que autoridades federais e estaduais adotam abriu espaço para violências cometidas, também por agentes do Estado, especialmente contra defensores e defensoras dos direitos humanos, negros e negras, moradores de favelas, indígenas, pessoas LGBT e mulheres”, afirma a secretária executiva da Anistia Internacional Brasil, Jurema Werneck.