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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

‘Aniversário’ da facada vira tema de ministros e assessores

Vera Magalhães

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O governo Jair Bolsonaro é tão previsível em sua fabricação de idolatria que chega a ser enfadonho. Às 9h escrevi aqui que a hashtag #QuemMandouMatarBolsonaro estava subindo com força entre os bolsonaristas, e escrevi que eram esperados posts do próprio presidente, dos filhos e quiçá de órgãos do governo em razão da efeméride.

Não deu outra: além da confusão hilária de Mário Frias que postou como se fosse o próprio Bolsonaro, como mostrei aqui tabém, começou a fila de assessores querendo prestar seu tributo a Bolsonaro e cobrar a resolução do que chamam de atentado político.

A lista inclui alguns dos mais empenhados auxiliares na arte de adular o presidente: o chanceler Ernesto Araújo e o assessor especial para assuntos internacionais, Filipe G. Martins, com suas citações em latim.

Segundo o primeiro, há dois anos “tentaram matar a esperança do Brasil com uma facada”.

O segundo diz que não há nenhum empenho em esclarecer o crime, a despeito de sucessivos inquéritos que chegaram à mesma conclusão: a de que Adélio Bispo agiu sozinho e tem problemas mentais. Ainda assim, diante da insistência da narrativa bolsonarista, o caso está no STF, e caberá ao ministro Luiz Fux decidir sobre os pedidos de reabertura das investigações.