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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

ANP: Ataque na Arábia Saudita como um novo 11 de Setembro

Equipe BR Político

Presidente da Agência Nacional de Petróleo (ANP), Décio Oddone comparou pelo Twitter o ataque de drones à maior indústria petrolífera do mundo, no sábado, na Arábia Saudita, ao ataque às Torres Gêmeas em 11 de setembro. “Do ponto de vista do risco, o evento de sábado pode ser considerado uma espécie de 9/11 (ataque às torres gêmeas) do mercado do petróleo. Depois dele a sensação de risco aumentará”, escreveu ele nesta tarde de segunda, 16.

Fumaça vista em instalação da empresa de petróleo Aramco, na Arábia Saudita, após ataque a drones

Fumaça vista em instalação da empresa de petróleo Aramco, na Arábia Saudita, após ataque a drones. Foto: Reuters

O atentado de sábado, reivindicado por um grupo radical iemenita, interrompeu a produção de 5,7 milhões de barris diários de petróleo, montante que representa metade do exportado pelos sauditas e 5% do explorado diariamente no mundo. Os EUA acusam o Irã de ordenar o ataque com drones. Os dois países vivem momento de crise depois que Donald Trump ordenou a suspensão de acordo nuclear e impôs novas sanções ao Irã.

Nesta segunda-feira, 16, a ações preferenciais da Petrobrás fecharam em alta 4,20%, a R$ 28,01, informa o Estadão. O mercado internacional manteve o tom de preocupação. A cotação do petróleo fechou em forte alta nas duas principais bolsas do mundo para a commodity: Nova York e Londres. No Estados Unidos, o barril negociado para outubro registrou alta de 14,67%, negociado a US$ 62,90. Em Londres, a alta do preço do barril vendido para novembro fechou o dia com alta de 14,61%, a US$ 69,02.

 

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