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por Marcelo de Moraes

Anvisa pede à Fiocruz comparativo de vacina produzida no Reino Unido e Índia

Equipe BR Político

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Após reunião com técnicos da Fiocruz nesta quarta, 4, a Anvisa solicitou ao laboratório dois dados da vacina produzida pela farmacêutica AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford. O imunizante é a principal aposta do governo federal para dar início à vacinação contra o novo coronavírus no País. A planta da empresa na Índia afirmou no domingo, 3, que não vai exportar vacinas para o Brasil porque a prioridade é a população indiana.

A importação de 2 milhões de doses prontas da AstraZeneca foi autorizada no dia 31 de dezembro pela Anvisa após o governo investir cerca de R$ 2 bilhões para a compra de doses e transferência de tecnologia para a Fiocruz.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Foto: Mariana Leal/Anvisa

Os questionamentos da Anvisa são:

1. A vacina é a mesma da disponibilizada no exterior? O local, o método e os materiais utilizados são os mesmos? Se houver mudanças, essas mudanças impactam no desempenho da vacina?  
Caso haja diferenças, estudos de comparabilidade devem ser conduzidos, ou seja, estudos que mostrem que a vacina estudada é equivalente à vacina que será aplicada.  
2. Qual o plano de monitoramento dessa vacina aqui no Brasil? Como será garantido o acompanhamento dos vacinados em caso de eventos adversos?  
A agência informa que, na reunião, “a Fiocruz mostrou que está empenhada para que essas informações sejam reunidas e apresentadas à Anvisa com a maior brevidade. A Anvisa e a Fiocruz seguem em comunicação para otimizar as avaliações e a entrega dos documentos necessários par avaliação e decisão da Agência”.
O laboratório pretende entrar com pedido de registro emergencial da vacina até quarta, 6, enquanto o registro definitivo é previsto para o dia 15 de janeiro. Até julho de 2021, a instituição entregará 110,4 milhões de doses ao Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19, sendo a primeira entrega, de 1 milhão de doses, na semana de 8 a 12 de fevereiro, conforme afirmou em nota.

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