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por Marcelo de Moraes

Anvisa tem chance de mostrar que não foi politizada por Bolsonaro

Cassia Miranda

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Chegou a hora da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) mostrar que não foi afetada pela guerra política em torno da vacina contra o novo coronavírus. A melhor maneira de mostrar isso é usar de critérios técnicos para, no prazo de até 10 dias, avaliar o pedido para uso emergencial e em caráter experimental da Coronavac, vacina produzida pela farmacêutica Sinovac em parceria com o Instituto Butantan.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) Foto: Mariana Leal/ Anvisa

O momento é mais do que urgente. Na última quinta-feira, 7, o Brasil superou a triste marca dos 200 mil mortos em decorrência da covid-19. Só nas últimas 24h, foram registradas 1.524 óbitos, segundo dados do Ministério da Saúde. O número é o segundo mais alto desde o início da pandemia. No total, o País soma 7.921.803 casos confirmados.

Ao longo dos últimos meses, foram várias as investidas do presidente Jair Bolsonaro contra a vacinação, principalmente se o imunizante em questão for a Coronavac, a primeira vacina a ter o registro para uso emergencial no País solicitado à agência.

Para mostrar que não foi politizada ao longo dos últimos meses, a agência e seus técnicos não devem se deixar levar por declarações do presidente Jair Bolsonaro, como a de que “ganhou mais uma” contra o governador João Doria, feita em novembro, quando houve suspensão de testes da Coronavac ou pela afirmação de ontem a apoiadores, quando disse que “menos da metade vai tomar vacina”. Muito menos, é claro, pela entrada de militares, por indicação do presidente, em cargos de diretoria da Anvisa.

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