Imagem da Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

por Marcelo de Moraes

Ao falar de futuro no Executivo, Maia inclui posto de vice ou ministério

Equipe BR Político

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O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), deu uma entrevista para o Estadão em que aponta o despreparo para comprar a vacina contra o novo coronavírus como o maior erro político cometido pelo governo do presidente Jair Bolsonaro até agora;

reforça que o interesse do chefe do Planalto é eleger um aliado nas presidências da Câmara e do Senado para emplacar sua pauta de costumes (arcaicos), e não as da arena econômica, como diz crer Paulo Guedes;

expõe seu lado tucano quando diz que “eu não falo de lockdown, eu falo: se no Rio de Janeiro tem 99% dos leitos ocupados, você tem que ter uma ação do prefeito e do governador de mais restrições”;

reafirma a instalação do balcão de campanha para obter votos no candidato de Bolsonaro, Arthur Lira (Da forma como Bolsonaro está entrando, com o Palácio recebendo parlamentares, oferecendo emendas, dessa forma muito escrachada, ele vai acabar tendo, no pós-eleição, uma Câmara muito mais dividida do que ele tem hoje), mas defende os parlamentares ao dizer que a manobra não representa compra de votos por parte dos deputados (“tenho certeza que não”);

e fala de seu futuro fora da presidência da Câmara, com destaque para sua competência dentro de um sistema parlamentarista:

“Eu posso participar de um governo em que eu confie e que eu participe do processo de construção, no ministério, numa coordenação, na articulação de alguma área. A Câmara me deu, e eu me dediquei a isso, a capacidade de conhecer muita coisa, muitos temas, muitas realidades. Em um país parlamentarista eu teria uma função muito forte”.

O que o afastaria de um aliança com a esquerda são suas companhias: “Temos que juntar o Doria, o Huck, o Ciro Gomes, o PSB do Paulo Câmara, do Renato Casagrande. Todos os partidos queiram estar aqui nesse campo de centro. Até o PT”.

Esse “Até o PT” com Doria e Huck é muito pouco provável hoje.

E o senhor seria um bom vice?

“Eu poderia coordenar essa articulação. O grande desafio desse campo de centro é o denominador da agenda econômica. Se a gente conseguir construir um denominador, a gente consegue fazer uma candidatura de centro que eu acho que vai mudar o Brasil”.

Será mesmo um desafio? Todos abraçaram com tanto carinho Paulo Guedes ainda em fase da campanha presidencial…

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