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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Ao lado de Bolsonaro, Guedes emerge com mensagem de otimismo

Equipe BR Político

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O ministro Paulo Guedes ressurgiu nesta segunda, 27, após um período longe dos holofotes por causa dos rumores de que, diante de desavenças internas dentro de sua pasta e com o Palácio do Planalto no tocante aos gastos públicos nesta pandemia do novo coronavírus, ele poderia deixar o governo. Além das mensagens otimistas de que a economia brasileira “vai pegar”, vai crescer no ano que vem, “surpreendendo o mundo outra vez”, inclusive “muito antes do que todos esperam”, tentou dar mostras de que ele e o presidente estão na mesma página: “Agradeço ao presidente a confiança que sempre demonstrou no nosso programa”, disse ele enquanto um dos apoiadores do chefe do Planalto dizia: “Não saia, não”.

A troca de amabilidades inclui a declaração do presidente de que “o homem que decide a economia no Brasil é um só: chama-se Paulo Guedes. Ele nos dá o norte, nos dá recomendações e o que nós realmente devemos seguir”.

Uma vez dadas as demonstrações de sintonia com o chefe, Guedes aproveitou, por outro lado, para chamar o programa estatal de recuperação econômica Pró-Brasil tocado pelos militares, sobre o qual Guedes é contra, de “estudos adicionais”. Também repetiu seu raciocínio de que, segundo ele, “não podemos fazer um Plano Nacional de Desenvolvimento porque nossa direção é outra”.

Do outro lado do presidente estava a ministra Tereza Cristina, cuja cadeira no comando do Ministério da Agricultura é cobiçada por um subalterno seu, o ex-presidente da UDR Nabhan Garcia, seu secretário de Política Fundiária.

O presidente Jair Bolsonaro com o ministro da Economia, Paulo Guedes, em frente ao Alvorada

O presidente Jair Bolsonaro com o ministro da Economia, Paulo Guedes, em frente ao Alvorada Foto: Reprodução