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por Marcelo de Moraes

Ao lado de Doria, Maia fala em retomar diálogo com governo sobre vacina

Equipe BR Político

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Ao lado do governador João Doria (PSDB), o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), falou nesta sexta-feira, 23, em usar o diálogo entre o presidente Jair Bolsonaro e o Congresso para retomar negociações sobre a Coronavac, alvo de ataques do presidente.

Foto: Governo de SP

Maia foi até São Paulo para participar da coletiva com Doria, declarou apoio ao governador e sugeriu que atuará para pacificar o atrito em torno do imunizante. O presidente da Câmara falou em restabelecer o diálogo de Doria com Pazuello e e Bolsonaro em torno na vacina vetada pelo presidente. “Acho que o bom diálogo que o presidente tem estabelecido com o parlamento pode ser um bom instrumento para que a gente possa organizar aquilo que está desorganizado”, disse. “Os brasileiros precisam ter o direito a essa ou qualquer outra vacina que esteja pronta”. 

Doria respondeu à reação de Bolsonaro que resultou na interdição de um acordo para a compra pelo governo e inclusão da Coronavac no Plano Nacional de Imunização.  “Quero me solidarizar com o ministro da Saúde pela posição que teve em defesa da vacina e do Butantan. Prefiro guardar a lembrança de Eduardo Pazuello da última terça-feira perante 24 governadores e três líderes do Congresso como Ministro da Saúde do que a cena que assisti ontem ao lado do presidente Bolsonaro”, disse Doria em coletiva.

Doria, que se reuniu com o diretor-presidente da Anvisa nesta semana depois das pressões de Bolsonaro contra a vacina desenvolvida em São Paulo, também cobrou imparcialidade da agência. O governador voltou a mencionar que o Estado tem um plano alternativo de distribuição.

“O corpo técnico e o presidente da Anvisa afirmaram que a Anvisa não vai se submeter a nenhum tipo de pressão ou orientação do Palácio do Planalto ou qualquer tipo de pressão de ordem ideológica, política, partidária ou eleitoral”, disse. “No momento em que tivermos uma agência de vigilância sanitária rompendo o seu compromisso com a ciência, com a vida e com a sua independência isso pode representar o caos para um país vivendo uma pandemia como o Brasil. Portanto acredito e espero que a Anvisa continue cumprindo o papel que me foi dito pelo seu presidente”, afirmou o governador.