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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Ao propor reduzir FGTS, governo repete erro da taxação do seguro-desemprego

Marcelo de Moraes

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No final no ano passado, para tentar viabilizar a criação do programa Emprego Verde-Amarelo, com o objetivo de gerar empregos para os mais jovens, o governo propôs que seu custo fosse financiado com a cobrança previdenciária de todas as pessoas que recebessem seguro-desemprego. A ideia geraria, em cinco anos, uma receita de R$ 12 bilhões para bancar um programa que custaria R$ 10 bilhões no mesmo período. Ou seja, às custas de uma abocanhada no valor do seguro-desemprego, o governo lançaria seu programa e ainda colocaria mais R$ 2 bilhões nos seus cofres. A proposta foi rechaçada imediatamente pelo Congresso e desgastou politicamente o governo.

Placa em agência da Caixa indica saques de FGTS.

Placa em agência da Caixa indica saques de FGTS. Foto: Daniel Teixeira/Estadão

Agora, na tentativa de obter apoio para a criação de um imposto sobre transações eletrônicas, já apelidado de nova CPMF, a equipe econômica acena com uma série de desonerações para as empresas. Uma delas sairia de graça para o governo, já que propõe que as empresas reduzam sua contribuição para o FGTS de 8% para 6%. Parlamentares reclamam que ela prejudicará os trabalhadores se for implantada. Porque, além de pagarem o novo imposto, ainda teriam seu FGTS reduzido. Assim repete-se o erro do caso do seguro-desemprego, com o governo colocando na mesa de negociações uma proposta que torna mais impopular ainda o movimento para tentar emplacar a “nova CPMF”.

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