por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

‘Apagão legislativo’ do governo pós-reforma?

Equipe BR Político

O acirramento da pressão sobre o Congresso com as manifestações de domingo levou parlamentares de vários partidos a preverem que haverá um “divórcio” ainda maior de agendas entre Executivo e Legislativo após a votação da reforma da Previdência. Reportagem do Estadão faz um mapeamento da insatisfação dos parlamentares com a aposta do governo em investir na pressão popular como forma de compensar sua falta de articulação política.

No domingo, Eduardo Bolsonaro disse, em cima de um carro de som em Brasília, que “todas as vezes que esse Congresso aprontar” haverá protestos no País. “E, se for preciso, a gente propõe uma PEC (proposta de emenda à Constituição) para reduzir o número de parlamentares”, discursou, se esquecendo que uma PEC teria de ser aprovada por 308 deputados e 49 senadores. Um dos principais focos de disputa será a agenda de projetos para ativar a economia. Câmara e Senado encomendaram as próprias propostas a uma equipe liderada pelo economista Marcos Lisboa, enquanto o time do ministro Paulo Guedes prepara um conjunto próprio de iniciativas com o mesmo fim.