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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Apagão no Amapá: Prazo judicial termina e energia não volta 100%

Equipe BR Político

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Encerrou às 23h59 de quinta-feira, 12, o prazo dado pela Justiça Federal para que fosse 100% restabelecida a energia elétrica no Amapá, que há 11 dias enfrenta um apagão. No entanto, a “completa solução” que determinava a decisão do juiz João Bosco Soares não foi alcançada e algumas cidades continuam há 11 dias no escuro. O descumprimento da ordem judicial prevê multa de R$ 15 milhões à multinacional espanhola Isolux.

De acordo com o Ministério de Minas e Energia, 80% da capacidade energética do Estado já foi restabelecida. A promessa do governo é que o restabelecimento total ocorra até a próxima segunda-feira.

Ontem, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), pediu que a Polícia Federal e que o Ministério Público Federal apurem o que causou o incêndio que na noite do último dia 4 de novembro atingiu a subestação da Isolux macapaense.

A Polícia Civil do Estado descartou, em laudo preliminar, que a causa do incêndio tenha sido um raio.

Conta dividida

Reportagem do Estadão de hoje mostra que arte das despesas para socorrer o fornecimento de energia no Amapá será bancada por todos os consumidores do País. O montante será usado para contratação emergencial de usinas térmicas para restabelecimento do serviço no Estado.

Os valores serão embutidos na conta de luz por meio do Encargo de Serviços do Sistema (ESS), que serve para manter a estabilidade do sistema elétrico. Essa conta será rateada entre os consumidores atendidos pelas distribuidoras, como os residenciais, e pelos que operam no chamado mercado livre, como indústrias. O saldo dependerá da quantidade de energia, do tempo que esse acionamento será necessário e do custo do combustível que será usado pelas usinas.