Imagem da Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

por Marcelo de Moraes

Apenas uma capital do País será governada por mulher

Cassia Miranda

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Quatro anos depois, a história se repetiu: entre as capitais brasileiras, apenas uma mulher foi eleita prefeita. A personagem é Cinthia Ribeiro (PSDB), que foi reeleita em Palmas ainda no primeiro turno. Essa é a terceira eleição municipal seguida, em que apenas uma mulher ganhou.

A prefeita de Tocantins Cinthia Ribeiro (PSDB). Foto: Reprodução/Facebook

Na reta final da campanha o Ibope já indicava que o cenário estava difícil para as cinco candidatas que disputavam o segundo turno nas capitais. Mas ainda havia chances para Marília Arraes (PT) e Manuela D’Ávila (PCdoB), que foram derrotadas ontem por João Campos (PSB) e Sebastião Melo (MDB), respectivamente.

Essa estagnação no cenário das capitais ocorre justamente no ano em que além do registro recorde de candidaturas femininas em 2020, as mulheres formaram a maioria do eleitorado do País.

A participação feminina na política começa a caminhar para além do cumprimento da cota obrigatória de 30% reservada pelos partidos, que foi implementado em 2009. De acordo com a Justiça Eleitoral, no pleito deste ano as mulheres representam 33,6% do total de 557.389 candidaturas, superando o maior índice das três últimas eleições, que não passou de 32%.

Pelo País

Ao todo, das 57 cidades em que a prefeitura estava em disputa de segundo turno, apenas sete elegeram prefeitas mulheres no domingo, 29.

  • Suéllen Rosim (Patriota), a primeira mulher eleita prefeita de Bauru (SP);
  • Marília (PT), em Contagem (MG);
  • Paula Mascarenhas (PSDB), em Pelotas (RS);
  • Professora Elizabeth (PSD), em Ponta Grossa;
  • Margarida Salomão (PT), em Juiz de Fora (MG);
  • Raquel Chini (PSDB), em Praia Grande (SP); e
  • Elisa Araújo (SD), em Uberaba (MG).

 

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