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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Apoio da Universal a presidentes vai de Collor a Bolsonaro

Equipe BR Político

O apoio da Igreja Universal a presidentes da República não se orienta por ideologias de esquerda ou direita. Vai de Fernando Collor a Jair Bolsonaro, passando por Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso, Lula, Dilma Rousseff e Michel Temer. “Eles apoiaram todos os governos. Collor, Itamar, FHC, Lula, Dilma, Temer, Bolsonaro. Agora, todos também querem, né? Se eles chamam o PT de Satanás, mas amanhã resolvem apoiar o PT de novo, o PT vai aceitar provavelmente”, afirmou o autor do livro O Reino, o jornalista Gilberto Nascimento, à Agência Pública. A obra conta a história do bispo Edir Macedo, comandante da Universal, desde sua infância à construção do império da fé que hoje tem 10 mil templos, 14 mil pastores e milhões de fieis em 95 países.

Nascimento registra a relação de Macedo com o ex-ministro da Justiça de Lula, o advogado Márcio Thomaz Bastos (2003 a 2007). “Tem momentos que vão e voltam. Quando o bispo é preso (1992), um dos raros políticos que vai lá prestar solidariedade é o Lula. E mesmo assim ele (Lula) continua sendo chamado de Satanás ou de demônio. E acho que a relação começa a mudar um pouquinho quando o Márcio Thomaz Bastos vai defender o bispo, e é quem consegue tirar o homem lá da prisão. Parece que aos poucos o Bastos, que era advogado do Edir e advogado do PT, vai fazendo uma aproximação que é consumada quando o Lula ganha a eleição. Mas o bispo tem uma visão muito pragmática. Para mim, é claro que “se há poder eu tô junto”. Eles querem estar com o poder”, resumiu.