Imagem da Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

por Marcelo de Moraes

Após apagão e falta de segurança, Macapá realiza eleição no próximo dia 6

Cassia Miranda

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Enquanto eleitores de 5.567 cidades brasileiros já definiram quem estará à frente do Executivo e Legislativo municipal pelos próximos quatro anos, macapaenses vão às urnas no próximo domingo, 6, para escolher o novo prefeito e vice, além de 23 vereadores.

Em eventual segundo turno, os 292.718 eleitores do Macapá aptos a votar nas eleições deste ano voltam às urnas em 20 de dezembro.

Ao todo, 10 candidatos concorrem à prefeitura e 527 postulantes disputam uma vaga na Câmara dos Vereadores do Macapá.

Apagão e falta de segurança

A mudança no calendário local ocorreu pela soma de dois motivos. Primeiro, por conta do apagão que atingiu o Amapá no início de novembro – e cujas consequências foram sentidas pelos moradores de 13 dos 16 municípios amapaenses durante quase todo o mês.

O outro motivo que levou o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, a acatar o pedido do presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Amapá (TRE-AP), Rommel Araújo, para o adiamento do pleito foi a falta de segurança na capital causada pela baixa no efetivo da Polícia Militar (PM) do Estado devido à covid-19.

De acordo com o presidente do TRE-AP, facções criminosas se aproveitaram das manifestações dos amapaenses durante o período de apagão para gerar criar instabilidade social.

“Nós tivemos uma série de movimentos. Alguns movimentos legítimos de insatisfação da população, mas outros com aproveitamento de facções criminosas no sentido de causar uma instabilidade no meio social perto de um pleito”, afirmou Rommel em coletiva às vésperas no primeiro turno.

Reta final da campanha

Até aqui, Josiel Alcolumbre (DEM) é o líder na disputa pela prefeitura do Macapá, segundo as pesquisas Ibope. No entanto, o blecaute vivido pelo Estado custou caro ao irmão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM), que terá nesta semana o desafio de sustentar a liderança ostentada durante o período regular de campanha.

Depois de atingir 31% das intenções de voto em pesquisa Ibope divulgada em 28 de outubro, no último levantamento publicado pelo instituto, em 11 de novembro, ele despencou nove pontos porcentuais, chegando a 22%.

Além da queda na intenção de voto, a fatia de eleitores que não votariam de jeito nenhum em Josiel aumentou de 27% para 36% no período.

Na avaliação de Davi, “se tem alguém que foi prejudicado desde o dia do acontecimento (apagão) chama-se o candidato Josiel”, disse em entrevista à rádio Diário FM.

Ao longo do último mês, opositores dos irmãos Alcolumbre adotaram e associaram Josiel ao discurso de que um Estado cujo maior representante é presidente do Congresso Nacional não poderia ter ficado no escuro por 21 dias, aguardando uma solução.

A segunda colocação é ocupada pela deputada federal Patrícia Ferraz (Podemos), que teve uma inversão de posição e pontuação com o experiente Capi, do PSB. Ela subiu de 11% para 15%, enquanto ele caiu de 15% para 11%. Tecnicamente empatado com a dupla estava Dr. Furlan (Cidadania), que também somava 15%.

Propaganda eleitoral
Retomada no último dia 27 de novembro, a exibição em rádio e TV do horário gratuito de propaganda eleitoral segue até a próxima quinta-feira, 3

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