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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Após crise, Mandetta sai em defesa de Bolsonaro

Equipe BR Político

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Depois das idas e vindas com o presidente Jair Bolsonaro, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, defendeu politicamente o presidente durante coletiva de imprensa no Palácio do Planalto, nesta quarta-feira, 8. “Essa estrada vai ter dias muito duros. Quem comanda esse time é o presidente Jair Messias Bolsonaro”, disse o ministro, que quase foi demitido por Bolsonaro no início da semana. “Para todos aqueles com ânimos mais exaltados, aqui está tudo bem”, afirmou. Na manhã desta quarta, o ministro esteve em reunião com o presidente.

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, na coletiva desta quarta

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, na coletiva desta quarta Foto: Reprodução/TV BrasilGov

Na coletiva, Mandetta defendeu um “posicionamento técnico” sobre a adoção da cloroquina no combate ao novo coronavírus e rebateu a fala do governador João Doria (PSDB-SP) sobre a recomendação de uso do medicamento. O governador de São Paulo havia afirmado que o coordenador do comitê de controle do coronavírus no Estado, David Uip, recomendou a Mandetta, a distribuição da cloroquina na rede pública do País. Na coletiva, Mandetta criticou a posição de Doria e afirmou que o medicamento não tem paternidade. “O governador não precisa querer politizar esse assunto”, disse Mandetta.

Enquanto isso, Bolsonaro tem pressionado Uip, que foi infectado e se curou do coronavírus, para revelar se o médico usou a cloroquina no tratamento. Na tentativa de tentar afastar os rumores de um clima tenso com o presidente, Mandetta disse que Bolsonaro “em nenhum momento fez qualquer movimento de imposição” em relação à adoção da cloroquina no tratamento das pessoas. De acordo com Mandetta, o presidente defende o medicamento mas também “sabe que precisamos que os conselhos de medicina avaliem esse uso.” Em seu pronunciamento o presidente focará no uso do remédio.