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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Após críticas sobre ônibus lotados, secretário de Covas pede demissão

Equipe BR Político

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O ultimato do prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), na segunda, 8, ao secretário municipal de Transportes, Edson Caram, surtiu efeito: o titular da pasta pediu demissão na sexta, 12. Naquela ocasião, Covas disse em plena coletiva no Palácio dos Bandeirantes que Caram teria até sexta-feira para resolver o problema dos ônibus lotados trafegando pela capital contra todas as recomendações sanitárias nesta pandemia do novo coronavírus. Caso contrário, ele seria substituído.

Caram havia se comprometido a colocar tantos ônibus quanto fossem necessários nas ruas para garantir que todas as pessoas viajassem sentadas e, assim, evitassem aglomerações e a transmissão do coronavírus. Técnicos da São Paulo Transporte (SPTrans) avaliavam, no entanto, que uma série de fatores fez o cumprimento da promessa ser impossível, mesmo com a colocação de 100% dos ônibus para circular (o índice está na casa dos 70%, enquanto o número de passageiros não chega aos 40%, segundo esses técnicos) e que, por isso, Caram não deveria ter feito tal compromisso, informa Bruno Ribeiro, do Estadão.

Duas medidas sugeridas pela equipe de Caram e adotadas por Covas geraram numerosas críticas ao prefeito que ele se viu obrigado a recuar: o bloqueio de avenidas da cidade, para obrigar as pessoas a ficarem em casa, e o rodízio em que 50% da frota estava proibida de rodar todos os dias. Ambas as ações geraram transtornos na cidade sem mudar significativamente os índices de isolamento social.

No loteamento de cargos da capital paulista, a pasta de Transportes é do DEM, que indica titulares e auxiliares.