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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Após ‘debandada’, Bolsonaro defende privatização e teto de gastos

Equipe BR Político

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Um dia após a “debandada” na área econômica por discordâncias com grupo de viés “desenvolvimentista”, embora se discuta se há, de fato, ala desenvolvimentista dentro do governo, o presidente Jair Bolsonaro fez defesa das privatizações e do teto de gasto nesta quarta, 12, a despeito dos movimentos do governo federal para flexibilizá-lo. “No mais, num orçamento cada vez mais curto é normal os ministros buscarem recursos para obras essenciais. Contudo, nosso norte continua sendo a responsabilidade fiscal e o teto de gastos”, escreveu o chefe do Planalto em sua rede social.

Sobre privatizações, Bolsonaro alega que esse processo não é tão fácil como “colocá-la numa prateleira”, mas disse que “o Estado está inchado e deve se desfazer de suas empresas deficitárias, bem como daquelas que podem ser melhor administradas pela iniciativa privada”. Sem citar os nomes dos secretários especiais da pasta de Paulo Guedes que pediram o boné, o presidente minimizou as saídas. “Em todo o governo, pelo elevado nível de competência de seus quadros, é normal a saída de alguns para algo que melhor atenda suas justas ambições pessoais. Todos os que nos deixam, voluntariamente, vão para uma outra atividade muito melhor”, acrescentou. Um deles é o empresário Salim Mattar, da locadora de veículos Localiza.