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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Após deixar coletiva, Damares alega ‘encenação’ contra feminicídio

Equipe BR Político

Nesta segunda, 25, Dia do Enfrentamento à Violência Contra a Mulher, a ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, convocou uma coletiva, mas saiu bastante abalada sem responder às perguntas dos jornalistas, gerando dúvidas sobre seu estado de saúde. Momentos depois, ela justificou tratar-se de uma encenação para mostrar “como o silêncio da mulher incomoda”. “Eu queria dizer que não podemos tirar voz de nenhuma mulher. Nenhuma mulher pode ficar sem voz no Brasil”, afirmou ela.

A ministra em solenidade sobre a data Foto: Dida Sampaio/Estadão

A pasta realiza desde o dia 20 uma série de encontros técnicos e ações educativas de uma campanha internacional chamada “16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra as Mulheres”. Os atos vão ocorrer até o dia 10 de dezembro.

No evento desta segunda, a ministra anunciou que, a partir de janeiro, todas as delegacias terão uma sala pintada de rosa para atendimento exclusivo a mulheres.

Segundo dados do Instituto Igarapé divulgados nesta segunda, 1,23 milhão de mulheres vítimas da violência recebeu atendimento médico entre 2010 e 2017. Em 90% dos casos, o agressor era uma pessoa próxima da vítima, e 36% das vezes, o parceiro.