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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Após desculpas de Bolsonaro, assessor reafirma: ‘Hienas’

Vera Magalhães

Mesmo depois de o presidente Jair Bolsonaro dizer que foi um erro a publicação de um vídeo em sua conta no Twitter, depois deletado, em que aparece como um leão cercado de hienas identificadas como instituições como o STF, a ONU e veículos de imprensa, o assessor especial da Presidência Filipe Martins defendeu o teor da postagem na mesma rede social.

“O establishment não gosta de se ver retratado, mas ele é o que ele é: um punhado de hienas”, escreveu o assessor internacional em seu perfil no Twitter.

A postagem gerou muitas críticas, inclusive do ministro do Supremo Celso de Mello, que classificou o ato como um “atrevimento” do presidente em dura nota a respeito do episódio.

Filipe Martins integra a ala olavista do governo. É frequente usar o Twitter para teorias segundo as quais Bolsonaro, a despeito de ter sido eleito e jurado respeitar a Constituição, representaria, de alguma maneira, o “anti-establishment”.

Ele foi apontado em reportagem recente da revista Crusoé como coordenador de grupos de WhatsApp que reúnem blogueiros e youtubers e coordenam uma rede virtual de apoio ao presidente e de linchamento virtual de opositores e dissidentes. Martins pode ser convocado para a CPMI das Fake News.