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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Após fuga de presos no Paraguai, polícia brasileira se mobiliza para impedir ‘reentrada’

Equipe BR Político

Após a fuga, neste domingo, 19, de 75 presos ligados ao PCC da Penitenciária Regional de Pedro Juan Caballero, no Paraguai, próximo à fronteira com o Brasil, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro afirmou que está “trabalhando junto com as forças estaduais para impedir a reentrada no Brasil dos criminosos”. O comentário foi feito por Moro no Twitter. “Se voltarem ao Brasil, ganham passagem só de ida para presídio federal”, prometeu Moro.

Próximo da fronteira com o Paraguai, a Polícia de Ponta Porã (MS) registrou três veículos queimados na BR-463, perto do distrito de Sanga Puitã. Como o achado se deu logo após a fuga, o secretário da Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul, Antonio Carlos Videira, crê que parte dos criminosos fugiu para o Brasil.

Ele disse que 200 policiais de várias forças foram deslocados para a região. “São homens da Polícia Rodoviária Estadual, do Departamento de Operações de Fronteira, além de equipes do Bope, Choque e Garra da capital (Campo Grande), com apoio de helicóptero nosso. Vamos fechar não só a fronteira, mas também as divisas com os Estados de São Paulo, Paraná e Goiás, pois já temos a informação de que muitos dos fugitivos são brasileiros de fora do nosso Estado”, disse, segundo o Estadão.

Durante a madrugada, aproximadamente 91 presos fugiram da penitenciária paraguaia. A maioria seriam brasileiros e integrantes de facções criminosas. Eles escaparam por meio de um túnel de 25 metros de distância da primeira porta de entrada do presídio.

“Estamos à disposição também para ajudar o Paraguai na recaptura desses criminosos. O Paraguai tem sido um grande parceiro na luta contra o crime”, disse Moro em mensagem publicada na rede social.