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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Após meses de críticas, Maia consolida de vez ‘armistício’ com Guedes

Gustavo Zucchi

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Não há como negar que o clima entre Rodrigo Maia (DEM-RJ) e o ministro Paulo Guedes parece estar melhor. Ao menos é o que tenta passar o presidente da Câmara. Mesmo com o “recado” passado pelo democrata na derrota governista na votação do Fundeb, Maia parece disposto a mostrar que o armistício entre Câmara e Ministério da Economia veio para ficar. Especialmente em prol de uma boa tramitação da reforma tributária.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e o ministro da Economia, Paulo Guedes, nesta quinta

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e o ministro da Economia, Paulo Guedes, nesta quinta Foto: Reprodução/CNN

Nesta terça-feira, após reunião entre Maia e Guedes, o presidente da Câmara disse que o encontro foi para mostrar “união de esforços” e que “sempre teve confiança” no trabalho do atual comandante dos rumos da economia brasileira. Falas que contrastam com o clima bélico vivido há pouco tempo.

Por exemplo, em abril, Maia disse em entrevista para a revista Veja que Guedes não seria “sério”. “Se fosse sério, não tentaria misturar a cabeça das pessoas”, disse. Na ocasião, Maia era o principal alvo das críticas da militância bolsonarista e contra-atacava criticando a postura do Executivo ante a pandemia de coronavírus.

Sobre Guedes, Maia também afirmou que o ministro passava “informações falsas” sobre o tamanho da crise econômica advinda da pandemia de coronavírus e reforçou que não conversava mais com o “Posto Ipiranga”. Três meses depois, o casamento parece reatado. Ou ao menos ficará assim até a próxima crise.