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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Após pedir prisão de Queiroz, Frota cita puxão de orelha de Bolsonaro

Alexandra Martins

Questionado sobre a possibilidade de as rachadinhas do ex-assessor Fabrício Queiroz terem financiado milícias virtuais em ações de ataque a desafetos da família Bolsonaro, o deputado Alexandre Frota (PSDB-RJ) afirmou nesta quarta, 30, que não, mas que o Caso Queiroz “desestruturou” a base do governo e o PSL. Como exemplo dessa “desestruturação”, o parlamentar disse que o presidente Jair Bolsonaro telefonou para ele logo após Frota usar a tribuna da Câmara para pedir a prisão do ex-assessor de Flávio Bolsonaro, em fevereiro deste ano. “Como faixa branca, eu cai na provocação do nobre deputado Paulo Pimenta (PT). Ele subiu, vira e aponta para o meio do grupo do PSL e fala: ‘Quero saber se vocês, depois de todas as notícias sobre o tal do Queiroz, se alguém vai subir e pedir a prisão do Queiroz. Eu subi e pedi a prisão do Queiroz. Meu telefone tocou, era Jair Bolsonaro, reclamando que eu teria no plenário pedido a prisão do Queiroz.”, relatou o parlamentar que foi expulso do PSL recentemente.

Segundo ele, 15 minutos depois de fazer a intervenção no plenário, o senador Flávio Bolsonaro o procurou para dizer, ao pé do ouvido, após um abraço: “Papai ficou chateado por você ter se expressado dessa maneira ali no plenário”. Frota acrescentou que tem a conversa do presidente gravada em seu telefone e que o aparelho está disponível às autoridades para investigações futuras.