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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Após provocação de Guedes, Lula diz que não veio para ‘brigar’

Alexandra Martins

O ex-presidente Lula contestou nesta quarta, 27, a versão do ministro Paulo Guedes de que ele incitara a população a “quebrar a rua” em discurso feito um dia após sair da prisão. Na ocasião, Lula criticava a letargia da esquerda diante das decisões da equipe econômica, especialmente a reforma previdenciária, dizendo que era preciso “lutar, atacar, e não apenas se defender”.

Hoje, o petista afirmou que participa da política desde 1975 “e vocês nunca me viram incitando quebra quebra”. No tuíte, Lula diz que “o povo tem direito de se manifestar”. Na sequência de postagens, o ex-presidente afirma que falta “credibilidade e previsibilidade” ao atual governo e, aos bolsonaristas, diz que “não veio para brigar”. “Eu quero fazer política de alto nível. Quem quiser brigar vai brigar sozinho”, conclui no microblog.

A frase de Guedes foi acompanhada da declaração de que, diante desse suposto quadro beligerante, não era para as pessoas se assustarem caso alguém pedisse um novo AI-5. O contexto da declaração é aquele em que o presidente da República teme que ocorram protestos no País aos moldes dos registrados no Chile. Por isso, tenta emplacar o excludente de ilicitude, quando o agente de segurança é isento de culpa por eventuais mortes, para ocasiões de operações da Garantia da Lei e da Ordem (GLO), ferramenta que ele pretende colocar em prática também em reintegrações de posse.

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