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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Após ser cobrado, governo decide repatriar brasileiros

Vera Magalhães

Após a cobrança pública e ostensiva, via redes sociais, Jair Bolsonaro mudou a disposição inicial de esperar e anunciou que o governo vai repatriar os brasileiros que estão em Wuhan, epicentro da epidemia de coronavírus na China.

Na semana passada, Bolsonaro havia dito que o Brasil não tinha uma lei a respeito de quarentena e por isso não era possível trazer imediatamente os brasileiros que estivessem na China, como outros países fazem há vários dias. E que na volta do recesso o Congresso precisaria se debruçar sobre esse assunto.

“Temos alguns nacionais, que estão na região de Wuhan, que querem vir para cá, e têm pedido o nosso apoio. Obviamente, o apoio custa dinheiro, meios, e o Brasil vai ter que se esforçar para conseguir. Começa pela própria Força Aérea. Ao longo dos últimos 30 anos, arrebentaram com o material das Forças Armadas, incluindo aeronaves”, disse Bolsonaro na sexta-feira, em frente ao Alvorada.

“Nós não temos uma lei de quarentena. Ao trazer os brasileiros para cá, e a nossa ideia, obviamente, é colocar em local para quarentena, mas aí qualquer decisão judicial tira de lá, e daí seria uma irresponsabilidade retirar pessoas que vêm da China pra cá”, completou.

Depois de uma carta aberta em vídeo em que vários brasileiros na China cobram medidas do governo brasileiro, nota conjunta dos ministérios da Saúde, da Defesa e das Relações Exteriores informa que aqueles que quiserem retornar ao Brasil serão trazidos pelo governo e colocados em quarentena conforme regras internacionais.