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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Após trombada com Guedes, Maia defende agilidade do governo

Equipe BR Político

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Um dia após dizer que o governo mentiu sobre os trâmites de liberação dos R$ 600 para atender trabalhadores informais nesta pandemia, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, cobrou agilidade do governo nas ações de combate à covid-19, em teleconferência realizada nesta manhã de quarta, 1, com o Bradesco. Ontem, o ministro Paulo Guedes afirmou que depende de Maia o encaminhamento de uma PEC para que a liberação da renda básica emergencial saia de fato do papel. O parlamentar rebateu no mesmo dia: “Só um esclarecimento, sem nenhuma crítica, apesar de que seriam merecidas em relação à fala mais uma vez de Guedes, transferindo a terceiros a responsabilidade dele quando nomeado superministro”.

Hoje, Maia reiterou não haver nenhuma PEC. “Podia ter feito isso há 15 dias”, disse, ponderando que hoje há convergência das soluções, “uma coisa que o governo não tinha até dias atrás.” Na conversa, com cerca de 1 mil pessoas, o parlamentar disse que alertou o governo sobre a crise. “Alertamos que a crise teria impacto não só na saúde como na economia e no emprego”. A “mentira” seria pelo fato de o governo federal ter acionado o Supremo Tribunal Federal para afastar a aplicação de artigos da Lei de Responsabilidade Fiscal.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados

Maia disse que não é hora de discutir como financiar medidas, informa o Broadcast Político. “O Estado vai financiar e pronto.” Segundo ele, depois da crise, cada setor terá de se ajustar à nova realidade. “Poder público e setor privado precisarão se adaptar após a crise. Não é hora agora de gerar instabilidade na política e no setor produtivo. Depois da crise é que vamos avaliar o tamanho do gasto, se vai ser de 7%, 8% ou 9% do PIB.”