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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Após turbulências, Bolsonaro chama Moro de ‘patrimônio nacional’

Equipe BR Político

O presidente Jair Bolsonaro faltou carregar o ministro Sergio Moro na cerimônia de lançamento do programa “Em Frente, Brasil”, realizada nesta quinta-feira, 29, no Palácio do Planalto. Nem parecia aquele que teve uma conversa dura com o ex-juiz quando os dois divergiram sobre a decisão do ministro Dias Toffoli de restringir compartilhamento de relatórios do extinto Coaf, hoje UIF, beneficiando um dos filhos do presidente que é investigado. Muito menos era o Bolsonaro que bateu na mesa para dizer “eu que mando” na Polícia Federal. Não.

Antes de desejar toda sorte ao ministro no novo projeto, deu aquele abraço em Moro na rampa de acesso à cerimônia, sob olhares atentos da plateia, cuja composição não atendeu às expectativas de volume, dada a retirada de seis fileiras de cadeiras vazias, segundo reportou a Folha. “Se Deus quiser, vai dar certo esse plano-piloto montado pelo Ministério da Justiça e da Segurança Pública, tendo à frente o senhor Sergio Moro, que é um patrimônio nacional”, disse Bolsonaro. O ministro respondeu à altura, dizendo que o programa seguiu a orientação do presidente e creditando outra vez, como já o fez em outras ocasiões, a queda da taxa de homicídio no País a ações do governo Bolsonaro, mas, como sempre faz, sem ignorar os esforços estaduais e municipais. Moro disse que nem se lembra de ter havido queda tão histórica em quatro meses iniciais de governo.

 

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