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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Aras diz que apenas diálogos entre Bolsonaro e Moro devem ser divulgados

Equipe BR Político

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Segundo o procurador-geral da República, Augusto Aras, apenas os diálogos entre o presidente Jair Bolsonaro e o ex-ministro Sérgio Moro na reunião entre o chefe do Executivo e ministros do primeiro escalão, realizada em 22 de abril, devem ser divulgados. Na última semana, houve relatos de que, na mesma reunião, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, teria proferido xingamentos contra os ministros do STF e de que o próprio presidente teria feito comentários em tom não republicano em relação à China.

O procurador-geral da República, Augusto Aras

O procurador-geral da República, Augusto Aras Foto: Dida Sampaio/Estadão

Outras falas que tenham ocorrido durante o encontro devem ser descartadas, segundo o procurador-geral. “A rigor, só interessa ao inquérito partes referentes a diálogos travados entre o presidente da República e o ex-ministro Sérgio Moro”, disse Aras ao programa Canal Livre, da Band, na madrugada desta segunda-feira, 11. “Assuntos estranhos a essa interlocução devem ser dispensados, porque imagina-se que possa haver conversas que envolvam até questões de soberania nacional”, completou.

“A rigor uma reunião de ministros de Estado pode vir a criar embaraços não só internos, mas também nas relações internacionais. Creio que a lógica seria que nós pudéssemos cronometrar apenas os pontos referentes aos diálogos entre o presidente e o ex-ministro”, disse. Aras afirmou que o inquérito, que foi autorizado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello, não deve durar muito tempo.