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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Aras prorroga Lava Jato até 31 de janeiro

Equipe BR Político

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A Operação Lava Jato foi prorrogada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) até o dia 31 de janeiro de 2021. Ao todo, são 11 procuradores da República e dois procuradores regionais que auxiliarão Alessandro Oliveira, procurador natural e coordenador dos casos da Lava Jato, que concentra as investigações sobre desvios na Petrobrás. A decisão da PGR também assegura, como solicitado, que 11 dos 14 integrantes tenham dedicação exclusiva à força-tarefa de Curitiba.

“Além de garantir a continuidade dos trabalhos, no documento, a PGR apresenta propostas para superar problemas já identificados do modelo atual. Entre as possíveis medidas está a criação de novos ofícios de combate à corrupção em unidades do MPF que necessitem, como Curitiba, por exemplo, o que depende de apreciação do Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF)”, afirma a PGR.

Como você tem lido aqui no BRP, Aras trava uma queda de braços com a força-tarefa de Curitiba. O PGR defende uma “correção de rumos”, enquanto a FT zela por sua autonomia.

O MP não é uma instituição hierárquica no sentido tradicional em que o chefe manda e tem uma cadeia de comando para obedecer. Cada promotor tem muita autonomia mesmo em relação ao chefe. A vantagem desse modelo é que o promotor lá da ponta fica protegido de tentativa de interferência política, mas a desvantagem desse modelo é que você tem um certo grau de imprevisibilidade na atuação dos promotores. Aras atuou para pulverizar essa autonomia, mas tem sido acusado de defender os interesses de quem o colocou na cadeira, o presidente Jair Bolsonaro.

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