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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Aras quer ‘corrigir rumos’ da Lava Jato

Equipe BR Político

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O procurador-geral da República (PGR), Augusto Aras, aumentou a crise entre a instituição e a Lava Jato. Em transmissão ao vivo feita pelo Grupo Prerrogativas, na noite de terça-feira, 28, ele afirmou que “é hora de corrigir os rumos para que o lavajatismo não perdure”. Segundo o chefe do Ministério Público Federal, tal “correção de desvios”, no entanto, não significa redução do empenho no combate à corrupção.

O procurador-geral da República, Augusto Aras

O procurador-geral da República, Augusto Aras Foto: Dida Sampaio/Estadão

“Espero que o enfrentamento a macrocriminalidade, especialmente naquela corrupção relativa a grandes capitais continue a se fazer do mesmo modo, mas no universo dos limites da constituição e das leis. O lavajatismo há de passar”, afirmou.

As declarações de Aras irritaram integrantes da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba. Ainda na noite de ontem, o procurador Roberson Pozzobom criticou o chefe do MPF e disse que faltou “transparência” na escolha dele para o cargo. Ao nomear Aras, o presidente Jair Bolsonaro preferiu escolher um nome fora da tradicional lista tríplice do MPF.

Na avaliação de Aras, a Lava Jato teve um papel relevante, mas, segundo ele, “deu lugar a uma hipertrofia”. O PGR sinalizou ainda que gostaria de pensar “em corrigir rumos, não no que de desviante possa ter ocorrido”.

O PGR também comentou sobre o pedido de acesso ao banco de dados conservado pela força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, afirmando que o mesmo é resultado da busca por transparência no Ministério Público Federal.

“Estamos falando da transparência que estamos a promover. Todo o Ministério Público Federal, no seu sistema único, tem 40 terabytes. Curitiba tem 350 terabytes e 38 mil pessoas lá com seus dados depositados. Ninguém sabe como foram escolhidos, quais os critérios”.

Na avaliação do chefe do Ministério Público Federal, os dados obtidos por promotores e procuradores não podem servir a “propósitos anti-republicanos” e que “não se pode imaginar que uma unidade institucional se faça com segredos”.

 

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