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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Araújo fala em ‘nova ordem mundial’ sem ‘país não democrático’ no ‘centro da economia’

Gustavo Zucchi

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Apesar das “censuras” do STF às menções sobre outros países, a fala do chanceler Ernesto Araújo no vídeo da reunião ministerial mostra um pouco da posição do governo Bolsonaro sobre a China, maior parceiro comercial do Brasil. Araújo, com seu estilo peculiar, fala que acredita que haverá uma “nova ordem mundial” após o fim da pandemia de coronavírus. E afirma que, em sua opinião, não poderá ter  “um país que não é democrático, que não respeita direitos humanos” no “centro da economia internacional”, possivelmente se referindo aos chineses.

O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e o presidente Jair Bolsonaro

O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e o presidente Jair Bolsonaro Foto: Alan Santos/Planalto

“Eu tô cada vez mais convencido de que o Brasil tem hoje as condições, tem a oportunidade de se sentar na mesa de quatro, cinco, seis países que vão definir a nova ordem mundial”, afirmou. “E esse cenário é, … eu acho que ele tem que levar em conta o seguinte é … tamos aí revendo os últimos trinta anos de globalização. Vai haver uma nova globalização. Que que aconteceu nesses trinta anos? Foi uma globalização cega para o tema dos valores, para o tema da democracia, da liberdade. Foi uma globalização que, a gente tá vendo agora, criou é … um modelo onde no centro da economia internacional está um país que não é democrático, que não respeita direitos humanos etc., né?”, afirmou. “É … essa nova globalização acho que não pode ser cega, né? É, tem que ser uma globalização, tem que ser uma estrutura, é, que leva em conta, claro, a dimensão econômica, mas também essa dimensão da, da liberdade, dos valores.”

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