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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Argentina a três dias da eleição

Equipe BR Político

O equivalente na Argentina ao ministro Paulo Guedes, o economista José Luis Espert é um dos seis candidatos que disputam a presidência do país. A três dias da eleição, que ocorre no próximo domingo, 27, ele afirma que tanto Maurício Macri quanto a chapa Fernández-Kirchner “são populistas”. O que os diferencia é a defesa dos patrões ou dos operários.

Em entrevista ao Valor, ele avalia que os sucessivos governos argentinos seguem se equivocando “numa questão central e em duas periféricas”. A central, diz, é que a Argentina está desenhada geográfica e geneticamente para vender bens ao mundo. Mas o país vive fechado ao comércio mundial. “Argentina e Brasil são os dois países mais fechados do mundo ao comércio e esse é um erro terrível”.

Nessa esteira, segundo ele, é necessário que o país faça um acordo com o Fundo Monetário Internacional mais amplo para apoiar uma reforma estrutural que permita privatizar todas as empresas de serviços que foram reestatizadas nos governos kirchneristas.

Sobre as duas reformas periféricas, Espert pensa que uma é ter um Estado menor, cobrar menos impostos, “porque as pessoas estão sufocadas com tantos impostos”, e a outra está relacionada a mudanças nas leis trabalhistas, para que sejam mais flexíveis e com custo menor. “É um dos custos mais altos do mundo. Nenhum empresário tem vontade de contratar alguém com carteira assinada por causa do custo elevado.” Ele propõe o fim da indenização por demissão e, em seu lugar, a criação de um seguro-desemprego.

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