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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Argentina discute taxar fortunas no combate à covid-19

Equipe BR Político

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A bancada aliada do presidente Alberto Fernández no Congresso argentino pressiona cada vez mais para que seja aprovado um projeto para taxar grandes fortunas como forma de fazer caixa para combater o novo coronavírus no país. Segundo afirma o deputado Carlos Heller nesta quarta, 15, ao Clarín, a medida arrecadará US$ 3 bilhões de uma amostra de 12 mi pessoas. “Este propósito não tem nomes próprios. Este projeto busca recursos. Nos dados com os quais trabalhamos não há nem um nome próprio. Não vamos caçar ninguém”, afirmou ao jornal local. Ontem, o parlamentar afirmou que o presidente disse que “é por aí” após participar de uma reunião com ele, o ministro da Economia, Martín Guzmán, e com o deputado Máximo Kirchner, filho da vice Cristina Kirchner. Na Argentina, a covid-19 matou 109 pessoas e infectou 2.443, segundo o governo.

No Brasil, a oposição também pressiona para a criação do tributo. Desde o início da pandemia, dois projetos de lei sobre o tema foram apresentados no Senado. Um deles é o PLP 50/2020, da senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA), que, além da criação do imposto, sugere uma medida que poderia gerar efeitos imediatos: o empréstimo compulsório aplicado às grandes fortunas. A proposta chegou a ser incluída pelos líderes partidários em uma lista de projetos prioritários do Senado para o enfrentamento da pandemia da covid-19, mas ainda não foi colocada em votação no plenário. Ao todo, quatro projetos sobre o tema estão em tramitação no Senado. As outras propostas são o PLP 38/2020, do senador Reguffe (Podemos-DF) e o PLS 315/2015, do senador Paulo Paim (PT-RS), informa a Agência Senado.